quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

questões

por que choro no claro
se são minhas razões?
por que esmolo o bocado
se é meu o coração?
por que imploro atenção
se me cerca a canção?
por que questiono o amparo
se acho difícil e raro?
por que interrogo o prato
se me alimento do pão?
por que fujo com o não
se quero então?
da tua melodia
renasce o dia
da tua vida
a vida me cria vazia
e se enche demais
de paz
a mais
se enche e jaz
se desfaz
(um dia de agosto de 2005)

Um comentário:

  1. Por onde iremos nós...
    Acho brilhante suas questões e suas opções... Encontrei um ponto onde compartilhar meu senso de realidade e fico feliz por pessoas quee estao sem medo soltando o verbo. Aprendi isso: a melhor maneira de aprendermos e errando e só erra quem faz, quem tenta... É assim que é com a literatura... a gente vai escrevendo, gostando de algumas palavras outras não... dai vamos aprendendo, vamos tentandoa, vamos fazendo, vamos partilhando. Isso é lindo! Fico feliz por você ousar e nos permitir conhecer tamanho universo de sensações através das suas palavras. Muito obrigado!

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