terça-feira, 27 de março de 2007

o pequeno príncipe

(cap.21/incompleto)
[...]
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
[...]
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me
[...]
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo. (
por causa do cabelo dourado/grifo meu)
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
[...]
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar."

Antoine Saint-Exupéry

terça-feira, 20 de março de 2007

resposta certa

Tu és aquele que me atrai
com graça e liberdade
pureza e santidade
Tu é aquele que me traz
a todas as perguntas
grandes verdades

A resposta certa vem de ti
e faz sábio o meu coração
na tua sabedoria quero me encontrar e agir
A resposta certa vem de ti
e faz sábio o meu coração
na tua sabedoria me entregar e agir

(cd Atitude_vineyard music)

quinta-feira, 15 de março de 2007

tem horas que eu queria por o sentimento em palavras
transformar pensamentos em filmes
assistir minha vida sentada numa poltrona confortável e distante
onde as cenas mesmo que mais cruéis sejam doces
e a história me cause a melhor emoção
ouví-la numa música suave e feliz
onde a melodia e os trocadilhos são belos
e a harmonia toque o mais profundo do coração
tem horas que eu queria

terça-feira, 6 de março de 2007

anormalidade padrão


Todos nós somos educados dentro de um padrão que a nossa sociedade criou sobre o que é normal e o que não é, o que pode e o que não pode, até mesmo a igreja se encaixou a esse padrão não necessariamente bíblico.
Ganhamos isso como um presente de "grego" quando nascemos, e praticamente sem perceber temos a mente recheada de preconceitos, falso moralismo ou em outro extremo o liberalismo total para tentar vencer essa mentira que esse sistema nos impõe.
Como cristã sei que nos tornamos por demais julgadores, e gostamos de ditar o certo e errado mais que todos e para todos nos esquecendo que em 1 corintios 4:5 diz que nada julguemos antes do tempo até que o Senhor venha,o qual também trará a luz as coisas ocultas das trevas e manifestará os desígnios dos corações...
Uma vez uma amiga chegou em mim com a seguinte questão:
Você estaria disposta a renunciar sua reputação?
Automaticamente disse que sim, afinal o que não faço por amor a Cristo...rsrs...quanta hipocrisia a minha, eu confesso.
Um dia meditando na palavra li um versículo que me chamou a atenção ele dizia que Jesus foi contado com os malfeitores(Mc 15:28) e logo pensei se eu realmente teria coragem de renunciar a minha reputação como Cristo fez, não se preocupando em ser mal visto pela sociedade.
Quantas vezes me preocupo com o que vão falar de mim,e continuamente caminho de acordo com o que o mundo "gospel" diz que é certo, pra que não me proíbam de nada, porque se eu vestir isso ou aquilo, se eu usar essa palavra,ou se eu andar com fulano,ou porque tal coisa é do diabo."Peraí..."
O padrão de normalidade de Cristo não era o padrão da sociedade e nem mesmo da igreja da época, afinal os escribas e fariseus se opuseram a Ele, sua forma de ser, de se relacionar, enfim seu comportamento não estava de acordo com aquele sistema religioso,político etc embora não fosse rebelde...
Se Cristo viesse nos dias de hoje será que estaria de acordo com os nossos certos e errados?
Será que os "dinossauros eclesiásticos" o receberíam em suas santas e confortáveis igrejas?
Qual o padrão de normalidade de Deus para Cristo homem e para nós?
Jesus quebrou paradigmas quando esteve entre nós, conversou com a uma samaritana com quem um judeu não deveria conversar(João 4:9), foi se hospedar na casa do chefe dos publicanos(Lucas 19:7), defendeu a mulher adúltera(joão 8:7-11),quando Ele entrou derrubando as barracas pra acabar com o comércio no templo(Marcos 11:15) e tantas outras situações não comuns.
Isso nunca quis dizer que Ele concordava com os nossos pecados mas pela sua graça que é o favor imerecido nos perdoa(Efésios 2:8) afinal Ele não veio para os sãos e sim para os doentes(Marcos 2:17).
Mas será q refletimos Jesus ou refletimos uma religião?
O que julgamos serem as atitudes de um crente ou de uma pessoa relativamente normal?
Eu sinceramente quero conhecer a Deus e fazê-lo conhecido (como diz o lema de uma agência missionária) pra agir dentro do padrão de Deus do que é certo e errado, para ser exatamente como Deus quer que eu seja e não como o sistema me diz que devo ser e principalmente para apresentar quem realmente é Jesus Cristo.


"sou cristão não porque a fé cristã é atrativa mas porque é verdadeira"
John Stott

sábado, 3 de março de 2007

meus olhos

meus olhos vão longe
invadem meus pensamentos
e enxergam através dos seus olhos
e não sendo suficiente
me olham
vão longe e se esquecem
em fração de segundos
acreditam no que ninguém disse
vão longe e se fixam
perseguem o sonho
sem obstinação
vão longe e enxergam
contemplam o criador através de sua obra
merecedor de todos os aplausos
o grande artista
meus olhos vão longe e descansam
quando os fecho à espera de um novo dia
quando os abro para o recomeço